Escolas
Família Agrícola (EFA's), têm por finalidade o desenvolvimento sustentável do
campo, mediante a educação integral da pessoa humana, dentro do espírito de
solidariedade, diminuindo, ou até mesmo eliminando a desigualdade entre as
oportunidades educacionais oferecidas nos meios urbano e rural". As
escolas Família Agrícola, conhecidas como EFAs, surgiram na França em 1935, sob
a denominação de Maison Familiale Rurale e hoje são mais de 1.500 espalhadas
por todo o mundo. No Brasil, surgiram no Espírito Santo, em 1969, estimuladas
pela Igreja Católica (Lê) "e em 1975 chegaram à Bahia. Há cerca de 180
delas distribuídas por diversos Estados brasileiros, 33 das quais em solo
baiano, congregadas em duas redes.
Um
dos princípios fundamentais e gerenciais da EFA é não desvincular o aluno do
seu meio rural, do ambiente familiar e comunitário. Para isso, ela adota a
pedagogia da alternância, em que os alunos alternam sessões na escola, na
família e no meio rural com a mesma duração (geralmente entre sete e 14 dias).
Estas sessões são estreitamente interligadas através de instrumentos didáticos
específicos, em um plano de formação construído a partir da situação
sócio-econômica do aluno, levando em consideração o conteúdo programático
oficial.
As
EFAs ficam localizadas fora das áreas urbanas e funcionam em período integral.
Os alunos dispõem de alojamentos, refeitórios, salas de aula, bibliotecas,
instalações rurais e campos para experimentação, produção e aulas práticas. Os
professores-monitores residem na própria escola.
As
escolas são construídas depois de longo processo de discussão, de
amadurecimento e de mobilização da comunidade, até a organização de uma
associação. Pais,
jovens e outras pessoas colaboram na construção e na manutenção da escola e se
capacitam no exercício da gestão através de diretorias e conselhos. A escola é
pública não-estatal e tem relação fraternal com as entidades sindicais e os
movimentos sociais do campo. A manutenção é feita mediante convênios e por
organizações não governamentais.
RIACHO
DE SANTANA E QUIXABEIRA - Na Bahia, entre as EFAs que alcançaram maior destaque
estão a de Riacho de Santana e de Quixabeira, que foram, inclusive, alvo de
estudos para teses de mestrado e doutorado na área da educação e
desenvolvimento sustentável.
EFA de Riacho de Santana
EFA de Riacho de Santana
A
EFA de Riacho de Santana foi objeto de tese do Mestrado Internacional em
Ciências da Educação FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, da Faculdade de
Ciências e Tecnologias da Educação da UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA PORTUGAL, e
do Departamento de Ciências da Educação e Formação UNIVERSIDADE FRANÇOIS
RABELAIS DE TOURS FRANÇA, pelo ex-aluno da Escola Família Agrícola David
Rodrigues Moura, em 2003, que abordou a contribuição da Escola Família Agrícola
de Riacho de Santana para o desenvolvimento do meio: um estudo com os
ex-alunos.
No
aspecto ecológico, houve uma fantástica apropriação de técnicas de manejo do
solo e de estratégias de convivência com as adversidades climáticas (seca),
através da implantação de novos cultivos e da adoção de novas práticas
agropecuárias, destacando-se entre elas o plantio do sorgo, da algaroba, da
leucena e de outras variedades próprias para as regiões de clima semi-árido.
Na
questão econômica, embora o sensível aumento de produtividade não tenha
conseguido elevar a renda familiar mensal acima de dois salários mínimos, os
exalunos pesquisados revelaram a preocupação e a necessidade de buscar formas
racionais de produção e comercialização.
EFA de Quixabeira
EFA de Quixabeira
A
EFA de Quixabeira foi fundada em 1993 e funciona no povoado de Jabuticaba. É
mais uma iniciativa das lideranças populares e das suas entidades e parte do
movimento popular de construção de alternativas locais de desenvolvimento
social e de afirmação dos direitos de cidadania. Ela está vinculada à União
Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil - UNEFAB e a Associação das
EFAs da Bahia - AECOFABA. A exemplo de outras EFAs, também a Escola do
município de Quixabeira recebe e forma alunos, filhos de pequenos agricultores
de vários municípios da sua microrregião, tais como: Capim Grosso, Quixabeira, Caem, Saúde, São José do
Jacuípe, Serrolândia, Várzea do Poço, Filadélfia, Pindobaçu, Gavião, Jacobina e Monte Santo.



OLHA AI O REI DO LICURI........
ResponderExcluirNA EFA....
Vale salientar que o município de Várzea do Poço faz parte dos municípios citados acima, onde tem um dos maiores números de alunos da EFA de Jaboticaba.
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